Antologia Pessoal Da Poesia Portuguesa Eugénio de Andrade

ISBN: 9789726102250

Published: 1999

Hardcover

564 pages


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Antologia Pessoal Da Poesia Portuguesa  by  Eugénio de Andrade

Antologia Pessoal Da Poesia Portuguesa by Eugénio de Andrade
1999 | Hardcover | PDF, EPUB, FB2, DjVu, talking book, mp3, RTF | 564 pages | ISBN: 9789726102250 | 9.32 Mb

«Esta é a poesia portuguesa que, após mais de quarenta anos de lê-la , a memória me traz à tona. Às vezes é só um verso (Floriram por engano as rosas bravas..., E cercarom-mi as ondas, que grandes som...) outras é todo o poema ( Aquela triste e ledaMore«Esta é a poesia portuguesa que, após mais de quarenta anos de lê-la , a memória me traz à tona. Às vezes é só um verso (Floriram por engano as rosas bravas..., E cercarom-mi as ondas, que grandes som...) outras é todo o poema ( Aquela triste e leda madrugada / Cheia toda de mágoa e de piedade..., Dá a surpresa de ser, / é alta , de um louro escuro...) que me procuram e insistem em acompanhar.

São estas cintilações da memória que, depois de tanto tempo de convívio, ainda amo, e em grande parte à sombra das quais a minha própria poesia cresceu, que resolvi partilhar com os outros. É só isto, esta antologia: uma escolha pessoalíssima, portanto, a estimular outras, igualmente pessoais, que os leitores não deixarão de fazer em diálogo comigo.»É assim que começa a introdução do poeta Eugénio de Andrade à sua antologia pessoal da poesia portuguesa, a mais nobre expressão do génio nacional, um volume de 500 páginas, com poemas de 58 autores, dos trovadores medievais até Ruy Belo.

O poeta não inclui nenhum autor vivo, como ele explica, um limite que se impôs. Falta que assume, convocando as palavras de Vitorino Nemésio: «Porque eu também sei como é arriscado diagnosticar grandezas num contorno necessariamente mesquinho - ou melhor: num âmbito soalheirito literário onde todos nos conhecemos e não estamos dispostos a entrar na forma dos tamanhos..., para o dizermos nas palavras de Vitorino Nemésio, que sabia do que falava.» Ao jornal Público (1.11.99) enumerou os pontos altos da antologia: começam com os cancioneiros medievais, amplamente representados, destacando-se Pero Meogo e D.

Dinis, seguem-se Gil Vicente, Sá de Miranda e Camões. O novo pico chega já em plena segunda metade do século XIX, com Antero de Quental e Gomes Leal. Depois vêm Nobre, Cesário, Pessanha, Pascoaes, Pessoa e Sá-Carneiro. Entre os nascidos no século XX, sublinha os nomes de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Carlos de Oliveira e Ruy Belo (a escolha inclui ainda José Gomes Ferreira, José Régio, Casais Monteiro, Manuel da Fonseca, Pedro Homem de Mello, Torga, Carlos Queiroz, Cinatti, ONeill e David Mourão Ferreira). Uma das curiosidades é a inclusão dos romances tradicionais de autores anónimos, como A Nau Catrineta, Silvaninha, Donzela que vai à Guerra, entre outros.

Refira-se ainda um apêndice com apontamentos pessoais aos textos. O livro foi editado em formato de bolso, por sugestão de Eugénio de Andrade, para que se possa levar na algibeira da gabardina e ler no autocarro».



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